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Variantes de COVID-19: o que são e sintomas

Apesar disso, é importante que a variante seja identificada, uma vez que algumas estão relacionadas a infecções graves, e é essencial que o tratamento de suporte seja iniciado após o início dos sintomas.

01/12/2021 às 12h24
Por: Redação Portal Curiúva
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(Foto: Reprodução)
(Foto: Reprodução)

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Os sintomas de infecção pelas variantes são os mesmos presentes na infecção pelo vírus "original" de COVID-19, podendo ocorrer tosse seca persistente, cansaço excessivo, dor de cabeça, dores musculares e diarreia, em alguns casos. Apesar disso, é importante que a variante seja identificada, uma vez que algumas estão relacionadas a infecções graves, e é essencial que o tratamento de suporte seja iniciado após o início dos sintomas.

Em geral, o que se sabe até agora é que as variantes do COVID-19 são, de fato, mais fáceis de transmitir e causar infecção devido à presença de mutações na proteína S, que é aquela presente na superfície do vírus. Porém, mais estudos ainda são necessários para avaliar o comportamento dessas variantes e seus efeitos no organismo.

Variantes de preocupação

As variantes preocupantes são aquelas que parecem se espalhar facilmente, são mais resistentes às medidas de controle e prevenção adotadas e têm maior potencial para causar infecções graves devido a mutações na proteína S, que é a que está presente na superfície do vírus que permite a ligação às células humanas.

Nesta categoria existem 5 variantes:

Variante Localização de identificação Caracteristicas

Delta

(B.1.617.2 / AY.1 / AY.2) Índia

Maior capacidade de contágio + capaz de contornar a ação do sistema imunológico, aumentando o risco de infecção

Alpha

(B.1.1.7)Reino Unido

Maior capacidade de contágio + capaz de se ligar mais fortemente às células humanas, dificultando a ação do sistema imunológico e aumentando o risco de infecção

Beta

(B.1.351 / B.1.351.2 / B.1.351.3)África do Sul

Maior capacidade de contágio + capaz de reduzir a ação dos anticorpos, dificultando o tratamento e a recuperação

Faixa

(P.1 / P.1.1 / P.1.2)Brasil

Maior capacidade de contágio + capaz de neutralizar e escapar da atividade dos anticorpos circulantes, aumentando o risco de infecção

Omicron (B.1.1.529)

Vários países, principalmente na África do Sul

Essa variante ainda está em estudo, portanto não se sabe se é mais contagiosa ou se pode causar casos mais graves de infecção.

Variantes de interesse

Variantes de interesse são aquelas que também foram identificadas, mas ainda não parecem apresentar a mesma facilidade de contágio ou gravidade que as variantes preocupantes. As seguintes variantes estão presentes nesta categoria:

Todas as variantes de interesse, bem como as que preocupam, são monitoradas e avaliadas constantemente, podendo ser reclassificadas quando não representarem alto risco para a população.

Variantes no monitoramento

As variantes monitoradas são aquelas que apresentam alterações genéticas que podem apresentar risco no futuro, portanto, suas características e impacto epidemiológico ainda estão sendo estudados. As variantes de monitoramento consideradas pela Organização Mundial da Saúde até agora são:

Variante AZ.5 : identificada em vários países;

Variante C.1.2 : identificada na África do Sul;

Variante B.1525 : identificada em vários países;

Variante B.1526 : identificada pela primeira vez nos Estados Unidos;

Variante B.1617.1 / B1.620 / B.1621 : identificada pela primeira vez na Índia;

Variante B.1.630 : identificada pela primeira vez na República Dominicana;

Variante B.1.640 : identificada pela primeira vez na República do Congo.

As variantes no monitoramento estão em constante estudo, de modo que sua classificação pode variar ao longo do tempo.

Sintomas de infecção variante

Até o momento, não foram identificadas diferenças em termos de sintomas entre as variantes, então a única forma de identificar o tipo de variante responsável pela infecção é por meio do exame laboratorial molecular, que identifica as mutações características de cada variante.

Os sintomas da infecção variante permanecem os mesmos da infecção pelo vírus "pai", sendo estes:

Tosse seca persistente;

Cansaço excessivo;

Febre superior a 38º C;

Dor muscular;

Dor de cabeça;

Dor de garganta;

Perda de paladar e / ou cheiro;

Diarréia, em alguns casos;

Náusea ou vômito;

Dificuldade respiratória, nos casos mais graves.

A identificação da variante é importante para a epidemiologia, pois conhecendo as características do vírus mais circulante na região, é possível estabelecer medidas mais eficazes de identificação do vírus, vigilância, prevenção e controle da infecção mais eficazes que permitem reduzir o número de casos e até facilitar o tratamento. Embora produzam os mesmos sintomas, a infecção das variantes alfa e delta foi associada a infecções mais graves e morte. 

As vacinas são eficazes contra as variantes ?

Até o momento, todas as vacinas disponíveis são eficazes contra as variantes circulantes, está comprovado que a administração da vacina é capaz de estimular efetivamente a resposta imune, reduzindo a transmissão do vírus e a incidência de infecção. No entanto, novos estudos estão sendo realizados para avaliar a duração da imunidade contra essas variantes, bem como o efeito sobre novas possíveis mutações do vírus.

Em um estudo realizado no Reino Unido para avaliar a eficácia das vacinas Pfizer e AstraZeneca contra a variante Delta [1] , verificou-se que a imunidade conferida pela vacina Pfizer aumentou de 92% para 78% após 90 dias. administração da segunda dose, enquanto a eficácia do AstraZeneca aumentou de 69% para 61% após 90 dias

Essas reduções são consideradas normais e as vacinas continuam sendo altamente recomendadas para prevenir o desenvolvimento da doença, pois ainda apresentam grande atividade contra a SARS-CoV-2. Em alguns países, estuda-se a possibilidade de administrar uma terceira dose da vacina a pessoas com sistema imunológico mais fraco, com o objetivo de promover ainda mais proteção contra a variante Delta.

É possível ter duas variantes ao mesmo tempo ?

Embora seja considerada uma situação extremamente rara, é possível se infectar com duas variantes do COVID-19 ao mesmo tempo. Até o momento, poucos casos foram registrados, porém a contaminação por duas variantes já foi identificada simultaneamente em pacientes do Brasil e da Bélgica. Segundo relatos, a infecção por duas variantes não parece produzir sintomas mais graves.

 

Via: +saúde

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