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PANDEMIA

Presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia mostra otimismo com vacina da covid até o fim do ano

O infectologista detalhou que a fase três já pode acabar entre agosto e setembro.

26/06/2020 11h50Atualizado há 1 semana
Por: Portal Curiúva
Fonte: Banda B
Infectologista pede que a população coopere para em quatro semanas a situação se estabilize em Curitiba (Foto: AEN)
Infectologista pede que a população coopere para em quatro semanas a situação se estabilize em Curitiba (Foto: AEN)

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O presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Clóvis Arns, mostra otimismo e acredita que, se tudo caminhar da forma certa, o mundo terá uma vacina contra o coronavírus, pronta para ser aplicada em grande escala, até o fim do ano ou nos primeiros meses de 2021. O infectologista falou sobre isso durante uma live no Instagram da Banda B com o diretor-executivo da emissora, Michel Micheleto. Ainda, Arns comentou que esta semana foi a pior desde o início da pandemia em Curitiba, opinou sobre quando a situação deve melhorar e pediu que a população faça sua parte no combate à doença.

Arns trabalha na área da pesquisa de vacinas e explicou que existem três fases para que elas sejam aprovadas. “A primeira fase é o teste em adultos saudáveis para não causar mal. Nesta primeira fase, dez vacinas contra o coronavírus foram bem para continuar. Na segunda fase, 800 pessoas são testadas, quando 400 recebem a vacina e outras 400 o placebo, para ter a ideia de quantos vão ter dor. Duas vacinas da covid nesta segunda fase tiveram 90% de proteção, o que é bom. Na fase três, a média é de 40 a 50 mil pacientes que recebem a dose”, descreveu.

O infectologista detalhou que a fase três já pode acabar entre agosto e setembro. “A partir daí, a gente tem a chance de ter essa vacina pronta para ser fabricada em nível industrial. Já existe um empresa inglesa que pode produzir um bilhão de doses. Existe o otimismo de poder ter elas até o final do ano. Uma é uma vacina chinesa, que fechou acordo com São Paulo, e outra é a da Universidade de Oxford, que terá a terceira fase aplicada em São Paulo e Rio de Janeiro”, salientou.

 

Gravidade e piores semanas

Durante a entrevista, o infectologista salientou a gravidade do coronavírus em comparação com a gripe. “Quem tem gripe transmite para no máximo uma pessoa, enquanto o coronavírus para quatro. Além disso, a mortalidade da gripe é de um para mil, enquanto a covid-19 é de 40 a 50 vezes mais mortal”, detalhou.

Ainda, Arns explicou que de fato estamos no pior da pandemia em Curitiba. “Nós estamos vivendo a pior semana da pandemia. Esta semana está sendo pior que a semana passada e as UTIS estão ficando escassas, mas graças a Deus não chegamos ao caos pelo aumento de leitos por parte da Prefeitura de Curitiba. Precisamos da população e contar com os curitibanos para cada um fazer a sua parte. Se 95% da sociedade fizer o que tem que ser feito, nós vamos vencer”, salientou.

A parte da sociedade, para o médico, é entender que se todos respeitarem o distanciamento social o pior passará em no máximo quatro semanas. “Eu acho que o curitibano é inteligente e tenho fé que vamos fazer a nossa parte. Com isso, em duas a quatro semanas vamos controlar, mas depende da população. Assim, não vão faltar leitos de UTI, mas caso contrário pode acontecer, depende da população”, ressaltou.

O infectologista destacou especialmente o papel do jovem em cooperar com as medidas de isolamento neste momento. “Tem gente, especialmente os mais jovens, que ainda acham que a covid não é nada. Aí se infectam e levam para quem pode ter um caso agravado. Volto a frisar que estamos no pior da epidemia. A média era de três mortes por dia no Paraná e agora chegamos a até 30”, lamentou.

Exemplo Europa

O médico usou o exemplo positivo da Europa, que agora reabriu a economia depois da população entender a gravidade da situação. “Quando a Europa viu 800 mortes por dia, todo mundo ficou em casa, bastou uma pessoa falar. Aqui isso virou uma briga, até mesmo política. Por isso que digo, siga apenas orientação da sua cidade, do seu prefeito. Porque daqui a pouco vai abrir de novo, quanto mais você cuida da saúde, mais abre a economia com segurança”, ponderou.

Sangue Tipo A, grupo de risco e dexametasona

Durante a entrevista, o infectologista comentou sobre o fato de quem tem sangue tipo A ter uma maior possibilidade de agravamento do quadro da covid-19, de acordo com alguns estudos. “Acredito ser pouco provável uma relação com o sangue.  Nós da linha de frente estamos mais preocupado com idosos, imunodeprimidos, hipertensos, obesos e diabéticos, porque estes sim estão no grupo de risco. Ao mesmo tempo, crianças são questões leves realmente, que se recuperam em poucos dias”, disse.

Sobre as gestantes, Arns afirmou que há um risco aumentado, mas nada muito relevante. “Toda gestante tem um pouco mais chance de ter qualquer tipo infecção. Não são colocadas como alto risco para a covid-19, mas têm um risco um pouco aumentado. Se você é gestante, não fique preocupada achando que necessariamente vai ser grave”, ponderou.

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