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EDUCAÇÃO EDUCAÇÃO

Mais de 81% dos professores e alunos são contra a retomada presencial no ensino superior, diz sindicato

A pesquisa sobre a volta das aulas no ensino superior da capital e região metropolitana foi feita entre os dias 3 e 10 de fevereiro

19/02/2021 14h56
Por: Redação
Foto: Reprodução EBC
Foto: Reprodução EBC

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Uma pesquisa feita pelo Sindicato dos Professores de Ensino Superior de Curitiba e Região Metropolitana (Sinpes) sobre a volta às aulas presenciais em Curitiba revelou que 81,9% dos participantes é contra o retorno do modelo presencial. O formulário para os participantes a comunidade acadêmica do ensino superior privado de Curitiba e região metropolitana ficou disponível online entre os dias 3 e 10 de fevereiro.

 

Professores e estudantes manifestaram as opiniões na pesquisa de forma anônima. Segundo o Sinpes, entre os participantes 47,8% eram estudantes universitários e 52,2% professores (as) (35,8% horistas, 13,3% de tempo integral e 3,1% em cargos de coordenação ou direção). Ao todo 89,7% dos entrevistados revelaram que não foram consultados pelas instituições sobre a volta das aulas presenciais.

Entre os que foram (10,3%), as consultas se deram por meio de formulários eletrônicos, de reuniões online, por e-mail e WhatsApp. Sobre as medidas de segurança que serão adotadas a maioria diz não saber, entre os que sabem as medidas serão as recomendadas pela OMS: Uso de máscara e álcool em gel e distanciamento social.

Sobre a volta às aulas 81,9% responderam que são contra o retorno das aulas presenciais antes das vacinas chegarem aos professores e 18,1% é a favor. Entre os participantes 32,2% disseram pertencer a um grupo de risco. A pesquisa também questionou a importância de se ter um sindicato para negociar o retorno e as condições de segurança. Nesse quesito, 81,5 % destacaram ser importante ter um sindicato para negociar. E, quando questionados sobre a pertinência de negociações individuais, 69,2% respondeu negativamente.

Instituições

Alunos e docentes de 29 instituições de ensino superior responderam à pesquisa:

  • Dom Bosco
  • Centro Universitário Filadélfia (Unifil)
  • Estácio, Faculdade Bagozzi
  • Faculdades Cescage
  • Fae
  • Faculdades Pequeno Príncipe
  • Faculdade de Pinhais
  • Faculdade Inspirar
  • Fesp
  • Faculdade Teológica Betânia
  • Faculdade Opet
  • Fatec
  • Isulpar
  • PUC-PR
  • Unicesumar
  • Universidade Positivo
  • Universidade Tuiuti
  • Unibrasil
  • Uninter
  • Unicuritiba
  • Uniandrade
  • Universidade Santa Cruz
  • Unopar
  • Unip
  • Uningá
  • Unifaesp
  • UFPR
  • UTFPR

Volta das aulas

A propósito, o Sinpes recorda que as condições necessárias para o retorno às aulas com segurança foram inseridas na pauta de reivindicações da categoria aprovada por assembleia geral dos professores, por ocasião das negociações que antecederam a celebração da convenção coletiva 2020/2022, tema cujo debate foi repelido pelo sindicato patronal na ocasião.

No formulário, diversos estudantes e professores destacaram estarem apreensivos com a volta às aulas antes da vacinação de docentes e estudantes. “Acredito que o retorno as aulas sem a vacinação podem gerar um colapso igual ao de Manaus, onde a contaminação e novas versões do vírus podem se multiplicar rapidamente”, alerta um dos participantes.

Posição – Sinpes

Frente ao resultado da pesquisa o Sinpes reforça sua convicção, já externada pela unanimidade de seus diretores, que só é possível tolerar o retorno das atividades presenciais do ensino superior privado na hipótese da vacinação na integralidade dos professores e professoras. “Não é possível expor alunos e professores ao risco do retorno presencial antes de acontecer essa vacinação”, reforça o presidente do Sindicato, Valdyr Perrini.

O sindicato também destaca que no dia 29/04/2020 o Supremo Tribunal Federal decidiu em liminar que o fato de o trabalhador ser contaminado por Covid-19 é considerado como doença ocupacional, o que, por sua vez, equipara-se a acidente de trabalho.

O efeito da decisão reflete diretamente no fato de que uma vez definida a contaminação pela Covid-19 como doença ocupacional, via de consequência o trabalhador acometido passa a ter assegurado o auxílio doença acidentário, beneficiando-se do recebimento do valor do benefício, do recolhimento do FGTS e da estabilidade provisória no emprego após a alta médica e retorno ao posto de trabalho.

Além disso, é possível uma eventual indenização em caso de morte ou dano permanente a ser pleiteada em face de seu empregador, caso seja comprovado o nexo causal.

Assessoria 

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